Airbus assina o maior contrato de sua história

A Airbus anunciou nesta quarta-feira (15) a venda de 430 aviões A320neo para o fundo de investimentos norte-americano especializado em transporte aéreo Indigo Partners. Esse está sendo apresentado como o maior contrato da história do fabricante europeu.

Os aviões de médio porte, usados para voos de média distância, foram vendidos durante o Salão aeronáutico de Dubai, que acontece nesse momento. O contrato assinado entre a Airbus e a Indigo Partners é estimado em US$ 49,5 bilhões.

A empresa europeia também anunciou durante o evento a confirmação de uma encomenda de 90 unidades do mesmo tipo de aeronave, feita pela empresa CDB Aviation Lease Finance, em um contrato de cerca de US$ 5,1 bilhões. Os valores ainda devem ser confirmados, já que os preços anunciados são os dos catálogos e o montante total pode variar em função do volume total da transação.

Segundo Fabrice Brégier, um dos presidentes da montadora europeia, trata-se de um “acordo comercial inédito”, que confirma “o sucesso esmagador da Airbus e de seus aparelhos A320 no transporte aéreo mundial”. Desde que o A320neo foi lançado em 2010, 5200 unidades já foram vendidas.


Boeing também celebra contrato e tenta alcançar concorrente

Os contratos assinados em Dubai representam mais um round na queda-de-braço entre a Airbus e Boeing. A gigante norte-americana disputa os mesmos clientes que os europeus e o evento de Dubai se tornou, mais uma vez, palco dessa concorrência.

 Prova disso, algumas horas após o anúncio dos contratos da Airbus, a norte-americana informou que havia recebido uma importante encomenda da companhia aérea flydubai. A empresa do Golfo pretende comprar 225 aviões 737 MAX, dos quais 175 já foram confirmados. O valor estimado da negociação é de US$ 27 bilhões.

“Esse contrato representa a maior encomenda, em volume e em valor, jamais feita por uma empresa do Oriente Médio para modelos mono-couloirs (aviões para voos de média distância)”, frisou a Boeing. Esse tipo de aeronave, que representa atualmente 70% do mercado da aviação em volume, pois é usada principalmente pelas companhias “Low Cost”, se tornou o principal centro de interesse das duas concorrentes.

 

Fonte: G1